Você prefere os ativos ou os passivos?

Não vá trabalhar pela comida!
Um jovem estava numa floresta com um sábio a observar uma raposa perseguindo uma lebre.
O mancebo vira-se para seu mentor e diz: - ela vai pegar a lebre! Ela vai pegar a lebre, olhe!O sábio responde: - não! A lebre vai escapar.O rapaz retruca com veemência: - Mas a raposa já está quase lá mestre!O mestre então, olhando para a pequena e frágil lebre que consegue fugir espetacularmente entre os arbustos, fazendo a raposa desistir de persegui-la, diz ao seu pupilo: - A lebre escapou por causa de um pequeno detalhe. A raposa corre pela comida. Por outro lado, a lebre corre pela vida.Não existe nada mais cretino do que trabalhar pela comida.No mundo corporativo existem exatamente estas duas posturas da ilustração acima.A primeira é a do vendedor de horas que espera somente o salário no fim do mês. Ele investe somente em passivos (o que tira o dinheiro do seu bolso). Esse é o único objetivo dele.Já o segundo exemplo é a do funcionário que veste a camisa da empresa e sua prioridade é o crescimento do negócio e o dele também. Esse investe nos ativos! Ao contrário do primeiro que só quer garantir o presente, ele pensa no futuro e faz planos de médio e longo prazo, pois sabe que seu salário de hoje é bem menos do que o será amanhã. Além disso ele investe e multiplica seu dinheiro.Adoro quando entro numa empresa e vejo coragem brotar dos olhos de alguns funcionários que estão ali "lutando pela vida".É muito bom ser atendido por alguém que trabalha com coragem e que luta com todas as suas forças para eu sair dali satisfeito com os produtos e serviços a que ele se propôs a vender.Infelizmente, tenho visto muito mais piores exemplos do que bons. O mercado está infestado de raposas! No Rio de Janeiro, gostávamos de freqüentar o restaurante A Gruta do Barão. A comida era excelente. O ar refrigerado era uma bênção e o estacionamento era grande. Os banheiros eram limpíssimos e em granito, além do ambiente bem familiar. Porém, o que nos levá-va a voltar por mais de dois anos aquele lugar não era nada disso, (embora demos muito valor a tudo isso), sim, o que nos levava de verdade a voltar lá era o nosso garçom! Na primeira vez que fomos lá, ele viu que minha primeira esposa (Hoje Falecida) que era deficiente visual. Até aí tudo bem. O extraordinário é que depois que percebeu que ela era cega, passou a tratá-la com tanto carinho, chegando ao ponto de sempre cortar o churrasco dela em pequenos pedaços, separar no prato e informar pra ela onde está cada pedacinho que ela tanto gostava. Eu fazia isso pra Léa há vinte e seis anos desde que ficou cega! Entretanto, quando estava lá com minha família, sentia-me constrangido pelo garçom querido e cedia aos seus encantos. Não era obrigação dele fazer aquilo, mas ele fazia. Aquele garçom não trabalhava pela comida que ele comia, nem tão pouco pelo salário que recebia ou pela gorjeta que certamente recebia de todos os seus clientes. Ele trabalhava pela vida. Ele não se sentia empregado daquela linda churrascaria, mas sentia-se dono! Ele era parte do todo. Somente com coragem permaneceremos no mercado e venceremos em nossa carreira. Na liderança isso é mais importante ainda! Aplique o lema de Billy Graham: "Quando um homem corajoso assume uma posição, os demais se aprumam". Coragem é contagiosa. Seja mais esperto que a raposa.
Invista nos ativos e enxugue os passivos. Deus te abençoe. Lembre-se. Família. Você precisa cuidar da sua! Rogério Bitencourt é escritor, pastor, conferencista e consultor em liderança e atendimento ao cliente.

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