Cuidado! Você pode estar vivendo de restos!


El Saladillo fica na cidade de Maracaibo, estado Zulia na Venezuela.

Historicamente mencionada pela primeira vez em 1774, por ocasião da visita do bispo Mariano Martí que passava em viagem de San Juan de Puerto Rico a Caracas Venezuela, o nome El Saladillo se originou por sua localização ao lado de uma salina.
As casas pintadas com cores fortes de tinta óleo chamam a atenção pela beleza e contraste entre as cores muito vivas e brilhantes.
O que chama atenção na verdade é a forma com que se originou o gosto pela pintura das casas.
Historiadores relatam que por ser uma zona portuária, El Saladillo recebia muitos navios que ali ancoravam.
Alguns desses navios, ao fazerem manutenção, usavam tinta óleo para proteção do casco metálico.
Como sobrava muita tinta, os capitães das embarcações doavam o resto para os moradores, que por sua vez, usavam aquela doação para pintarem suas casas.
Essa atitude de pintar as casas com cores berrantes acabou virando atração e cartão postal do pequeno bairro Saladillo.
Isso acontece na vida de muita gente!
Existem pessoas que vivem e permite-se viver pintando seus rostos e suas almas com o que sobra das vidas das pessoas que passam por elas.
Gente que, por não ter perspectiva nem ambições, acaba por viver das sobras de seus afetos e até dos desafetos.
É muito ruim quando eu não posso escolher o tom e a forma com que viverei minha vida.
É péssimo ter que viver do resto da vida dos outros. Do que sobra dos outros. Daquilo que não serve mais.
Não podemos aceitar resto de amor (creio que isso não existe), resto de tempo, resto de carinho, sobra do que não serve mais para quem dá, e apesar de parecer valer algo para quem recebe, na verdade não passa de ilusão.
Sobras amortecem desejos não realizados e esterilizam sonhos por grandeza.
Restos desfocam o olhar no que realmente importa e vale à pena.
Migalhas aguçam mediocridade e servem de esteio para quem não quer crescer.
Não quero restos de tinta, nem tão pouco, restos de vida.
Viva o novo.
Viva o todo.
Viva o tudo.
Pense nisso. Seja feliz.
Rogério Bitencourt
twitter@manancialdepaz

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