DIAS DOS NAMORADOS - DEIXA DE SER TROUXA!

Ahhhhhhhhhh! Enfim, o dia dos namorados. Só que não!
O amor está no ar. Se tem um dia em que os casais procuram demonstrar toda sua paixão e desejo, esse dia é hoje!
Essa história é antiga. Antiga mesmo!
Aqui no Brasil, a data é sempre comemorada dia 12 de junho e está conectada às pregações do Frei Fernando de Bulhões, o famoso Santo Antônio. Ele em suas pregações costumava destacar o amor e o carinho como fatores cruciais no casamento. Após sua canonização, ele foi reconhecido como "santo casamenteiro". 
A data ficou exatamente na véspera da comemoração do dia de Santo Antônio, dia 13 de junho.
Em outros países, como nos Estados Unidos, o dia dos namorados (Valentine's Day) comemora-se sempre no dia 14 de fevereiro. O "dia de São Valentim".
Esta data remete ao Império Romano, onde o Bispo São Valentim, proibido pelo imperador a realizar casamentos, tendo desrespeitado ao decreto, acabou por ser decapitado dia 14 de fevereiro do ano de 270.
Nos Estados Unidos, a data não é comemorada somente pelos casais e namorados, mas também por pais e filhos e também entre amigos.
O título deste post parece inoportuno, mas não é. A intenção é que seja uma #provocação à reflexão.
O que é amor pra você?
O que o(a) outro(a) significa pra você?
Qual o espaço que seu par ocupa em sua vida e nos seus planos?
As gerações mais jovens estão coisificando as relações. Estamos vendo a humanidade praticando o "uso" de pessoas. Torna-mo-nos descartáveis! Ficamos numa prateleira invisível como uma opção casual.
Sem querer ser saudoso, as coisas não eram assim! Amava-se com o coração. Queria-se com afinco. Entregava-se com paixão. 
Quase não vemos mais isso, não é mesmo?
Vemos hoje o libido ditar as relações. O "poliamor" e a poligamia dominam boa parte das relações. "Ninguém é de ninguém"! Que horror... 
Isso não é saudável pra nenhum coração que nasceu para amar e ser amado.
Estou no segundo casamento, pois fiquei viúvo aos quarenta e oito anos. 
Em meu primeiro casamento pude aprender o valor do amor, do companheirismo, da fidelidade e do "até que a morte nos separe". Fiquei até o último suspiro com a Léa. NÃO FIZ MAIS QUE MINHA OBRIGAÇÃO.
Casei-me novamente. Estou com Sandra há quase oito anos e meus conceitos e valores se solidificaram mais ainda. Sou feliz ao lado da minha "Maricotinha".
Não sendo mais um menino, hoje com cinquenta e seis anos, vejo o quanto é importante fujir do lugar comum que muitos vivem em suas relações.
Dia dos namorados pra mim é dia de celebrar minha relação mais profunda e simbiótica com a Sandra!
Já passamos por momentos incríveis. Fizemos viagens inesquecíveis. Conquistamos muita coisa juntos, mesmo em tão pouco tempo.

Porém, foram os momentos de dificuldades, que nós passamos a nos amar e querer mais ainda!
Foi na solidão, na falta de recursos, no vácuo das relações familiares, na desesperança e na tristeza, que nosso "namoro" ficou e fica cada vez mais sério.
Sexo é muito bom! Bom mesmo. Mas, amor e sexo, desejo e querer bem, tesão e cuidado precisam andar juntos, pois este caminho é cheio de ambiguidades. É o genótipo que fica e o fenótipo que se vai com o passar dos anos.
Que seu dia dos namorados seja pra sempre. Se vocês conseguirem, um dia, láaaaaaaaaaaaaaa na frente, quando estiverem velhinhos e decrépitos, talvez cada um em uma cama de solteiro, no mesmo quarto, talvez numa tarde de outono, quem sabe num sítio rodeado de árvores cheias de pássaros, possivelmente sentindo o cheiro da chuva que cai sobre o barro lá fora no terreiro, estando os dois sem forças sequer para olhar a cama ao lado, sim, com tudo isso, os dois olharão para trás e deixarão escapar um sorriso feliz, pois saberão que apesar de tudo, apesar de todos, valeu a pena!
Feliz todos os dias dos namorados, seus lindos!

Rogério Bitencourt

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